A Sony afirmou que possui memória suficiente para manter o fornecimento do PlayStation 5 até o início de 2027, mesmo diante da crise global de RAM provocada pelo avanço da inteligência artificial. A empresa reconhece que a situação do mercado de componentes continua incerta e pode afetar seus próximos planos de hardware.
O problema ganhou força com o aumento da demanda por memória utilizada em servidores e data centers voltados para inteligência artificial. Com fabricantes priorizando esses produtos, os componentes destinados a eletrônicos de consumo ficaram mais caros e escassos, criando dificuldades para empresas de tecnologia e fabricantes de consoles.
No caso do PS5, a Sony conseguiu garantir o abastecimento necessário para continuar produzindo o console no curto prazo. A companhia, portanto, não espera que a falta de memória comprometa as vendas do aparelho durante o período mais próximo.
Apesar da segurança em relação ao PS5, a situação é mais delicada quando o assunto é o futuro do PlayStation. A Sony já indicou que os preços da memória devem permanecer elevados ao longo do ano fiscal de 2027, período em que a escassez de componentes ainda pode representar um problema.
A companhia também evita confirmar quando pretende lançar o sucessor do PS5. Segundo declarações do presidente da empresa, Hiroki Totoki, a empresa ainda não decidiu o momento de chegada nem o preço do próximo console e pretende acompanhar a evolução do mercado antes de tomar uma decisão.
A incerteza é importante porque um novo console exige uma quantidade ainda maior de componentes de alto desempenho. Uma eventual manutenção dos preços elevados de memória poderia aumentar significativamente os custos de fabricação do próximo PlayStation.
O cenário já levantou especulações sobre uma possível mudança nos planos do PS6. Relatos anteriores apontaram que a Sony estaria avaliando adiar o lançamento do console para 2028 ou até 2029, justamente por causa das dificuldades relacionadas à memória.
A situação também pode afetar o preço do próprio PS5 no futuro. Caso os valores da RAM permaneçam elevados em 2027, a Sony poderá precisar escolher entre absorver parte do aumento, reduzir suas margens de lucro ou repassar os custos ao consumidor.
