Durante a Summer Game Fest, tivemos a oportunidade de testar uma nova demonstração de Phantom Blade Zero, um dos jogos mais aguardados pelos fãs de ação nos últimos anos. Em uma sessão com cerca de 30 minutos de duração, exploramos novos cenários, enfrentamos inimigos inéditos e encaramos uma intensa batalha contra um chefe que encerrou a apresentação com chave de ouro.
A demonstração trouxe conteúdos diferentes da versão exibida durante a Gamescom Latam, mostrando que o projeto da S-Game continua evoluindo rapidamente rumo ao seu lançamento. Além disso, durante a semana da Summer Game Fest, o estúdio confirmou uma mudança na data de lançamento. O título agora chega em 29 de outubro de 2026 para PS5 e PC, com exclusividade temporária de 12 meses nos consoles da PlayStation.
Um universo que mistura artes marciais, steampunk e horror
Para quem ainda não conhece o projeto, Phantom Blade Zero coloca os jogadores no papel de Soul, um assassino de elite pertencente a uma organização secreta conhecida como A Ordem.

Após ser acusado injustamente de assassinar o líder da organização, Soul passa a ser caçado e acaba mortalmente ferido. Sua vida é salva por um misterioso curandeiro, mas existe um preço: ele terá apenas 66 dias restantes para descobrir a verdade por trás da conspiração e buscar sua vingança.
O universo criado pela S-Game mistura elementos clássicos da cultura wuxia, conhecida pelas histórias de artes marciais chinesas, com tecnologia steampunk e criaturas inspiradas no folclore oriental. Os próprios desenvolvedores definem essa combinação como “Kungfupunk”, e a identidade visual realmente ajuda o jogo a se destacar dentro do gênero.

Não é um soulslike, e isso fica claro ao jogar
Desde sua revelação, muita gente associa Phantom Blade Zero aos soulslikes modernos, principalmente por conta da ambientação sombria e das batalhas contra chefes. No entanto, após jogar a nova demo, fica cada vez mais evidente que a comparação não representa exatamente a proposta do jogo.
A experiência lembra muito mais franquias como Devil May Cry 5 e Onimusha: Way of the Sword do que títulos como Elden Ring ou Dark Souls. O combate é extremamente rápido, fluido e focado em combos. Existe dificuldade, exige atenção e domínio das mecânicas, mas o objetivo claramente é incentivar o espetáculo da ação e não punir constantemente o jogador.

A estrutura dos mapas também segue uma filosofia diferente. Phantom Blade Zero não será um mundo aberto tradicional. Em vez disso, o game aposta em áreas semiabertas que permitem exploração relativamente livre, mas sempre mantendo uma direção clara para o avanço da narrativa.
Uma árvore de habilidades enorme e múltiplos finais
Outro aspecto bastante interessante apresentado pelos desenvolvedores é a liberdade de construção do personagem.
O jogo contará com uma enorme árvore de habilidades que permitirá moldar Soul de acordo com o estilo preferido de cada jogador. Além disso, mais de 30 armas diferentes estarão disponíveis ao longo da campanha.

As escolhas também terão peso importante na narrativa. Segundo a equipe, diversas missões secundárias poderão influenciar diretamente os acontecimentos da história principal, criando caminhos alternativos e permitindo alcançar até oito finais diferentes.
Esse sistema promete aumentar significativamente o fator replay para quem deseja explorar todas as possibilidades da aventura.
Nossa experiência com a demo da Summer Game Fest
A demonstração que testamos começava em uma enorme cidade costeira, repleta de vielas, construções antigas e inimigos espalhados pelos arredores.
Conforme avançávamos, enfrentávamos grupos de guerreiros armados com espadas, arqueiros posicionados em áreas elevadas e criaturas cada vez mais perigosas. A progressão da fase exigia encontrar chaves para abrir determinadas passagens, o que naturalmente levava o jogador a explorar novas áreas da cidade.

Durante o percurso, tivemos acesso a mecânicas de escalada, caminhos alternativos e pequenos desafios de exploração que ajudavam a tornar o cenário mais interessante.
O ponto alto da demonstração foi a batalha contra o chefe final. Confesso que encontrei alguma dificuldade inicialmente e acabei sendo derrotado algumas vezes. Depois de cinco ou seis tentativas, porém, consegui aprender seus padrões de ataque e finalmente sair vitorioso.
Infelizmente, a demonstração terminava exatamente nesse momento, mas a luta serviu para mostrar muito bem o equilíbrio que a S-Game está tentando alcançar entre desafio e diversão.
Uma das grandes apostas da PlayStation para 2026
Depois do tempo que passamos com o jogo, a impressão é extremamente positiva. Phantom Blade Zero possui gráficos impressionantes, um universo interessante e um sistema de combate que consegue ser acessível sem abrir mão do desafio.
O mais importante é que ele não tenta simplesmente copiar a fórmula dos soulslikes. Em vez disso, busca criar sua própria identidade através da velocidade dos combates, da variedade de combos e da liberdade de personalização.
Se a versão final conseguir manter a qualidade apresentada nesta demonstração, Phantom Blade Zero tem tudo para se tornar uma das grandes surpresas de 2026 e um dos títulos mais interessantes do catálogo da PlayStation.
