A patinação no gelo ganhou uma nova protagonista nos quadrinhos brasileiros. Medalist, o mangá de Tsurumaikada que já conquistou prêmios importantes no Japão e virou anime em 2025, foi lançado no Brasil pela Editora JBC com uma edição especial que brilha tanto quanto o gelo que pisa em suas páginas.

A história acompanha Inori Yuitsuka, uma menina de 11 anos que sonha em se tornar uma patinadora artística de nível olímpico, mas enfrenta a resistência da mãe e a própria insegurança por começar o esporte “tarde demais”. O ponto de virada acontece quando ela conhece Tsukasa Akeuraji, um ex-patinador que abandonou a carreira competitiva e agora trabalha como assistente técnico em uma pista de gelo. Ao ver a determinação de Inori, ele se oferece para treiná-la, e juntos eles embarcam em uma jornada de superação, disciplina e sonhos.

O que chama atenção em Medalist não é apenas o enredo inspirador, mas também a arte cuidadosa de Tsurumaikada, que chegou a fazer um curso de patinação artística para retratar o esporte com mais fidelidade. Cada movimento, cada pirueta e cada expressão dos personagens foram desenhados com atenção aos detalhes, o que dá à obra uma sensação de autenticidade rara em mangás de esporte.

A edição brasileira, lançada pela Editora JBC, traz um acabamento especial no primeiro volume: a capa tem laminação que simula o brilho de flocos de gelo, exclusiva para a primeira tiragem. É um detalhe que reforça a identidade visual da obra e já mostra o cuidado da editora com o público nacional.

Medalist não é apenas um mangá sobre esporte. É uma narrativa sobre limites, superação e a coragem de perseguir um sonho mesmo quando tudo parece dizer que é tarde demais. Com adaptações para anime disponíveis na Disney+ e uma segunda temporada já em produção, a obra está no centro de um movimento que tem colocado a patinação no gelo no radar dos fãs de cultura geek no Brasil.

Se você curte histórias que misturam drama, esporte e arte visual impecável, Medalist é uma leitura que vai te prender do primeiro capítulo ao último. E, quem sabe, até te inspirar a dar uns passos no gelo.
