Os desenvolvedores de Mixtape garantem que o jogo não corre nenhum risco de desaparecer das lojas digitais por licenças musicais expiradas. A declaração foi feita pelo diretor criativo Johnny Galvatron em conversa com a Kotaku.
Mixtape chamou atenção desde o anúncio por apostar em uma forte identidade musical, reunindo faixas licenciadas de artistas conhecidos para acompanhar a narrativa adolescente do jogo.
Isso levantou uma preocupação comum entre jogadores: o título poderia ser removido das lojas digitais no futuro por causa do vencimento das licenças musicais, algo bem comum na indústria de games.
A própria Annapurna, publisher do jogo, também se pronunciou para reafirmar a declaração. Galvatron explicou que os acordos firmados para a trilha sonora não devem resultar em retirada do jogo das lojas, situação que já afetou outros títulos no passado.
Jogos como Forza Horizon, Alan Wake e títulos esportivos acabaram sofrendo remoções temporárias ou definitivas devido ao vencimento de contratos relacionados a músicas, carros, marcas ou outros conteúdos licenciados. Mixtape, por usar uma trilha fortemente baseada em artistas reais, rapidamente entrou nessa discussão.
De acordo com os criadores, as negociações foram feitas pensando justamente na longevidade do projeto. O objetivo era garantir que a experiência permanecesse disponível sem depender de futuras renovações que pudessem comprometer a distribuição digital.
O jogo é desenvolvido pela Beethoven & Dinosaur, estúdio responsável por The Artful Escape. A proposta acompanha três amigos durante a última noite juntos antes da separação do grupo, misturando memórias, momentos cotidianos e sequências estilizadas embaladas por músicas conhecidas.
Entre os artistas presentes na trilha estão Devo, Joy Division, Roxy Music e Lush, reforçando a atmosfera nostálgica e o foco em cultura musical que inspirou o projeto. O jogo está disponível para PS5, Xbox Series, Switch 2 e PC.
