A Atari quer deixar de ser apenas um símbolo do passado e voltar a ocupar um espaço relevante na indústria. Segundo o CEO Wade Rosen, o objetivo agora é transformar a companhia na “melhor marca retrô do mundo”, apostando em preservação, relançamentos e revivals de franquias clássicas.
Em entrevista com a Bloomberg, Rosen explicou que a estratégia atual é bem diferente das tentativas anteriores da empresa, que passaram por consoles modernos, projetos experimentais e diversas mudanças de direção ao longo dos anos. A ideia agora é ser mais seletiva e concentrar esforços no mercado retrô.
“Queremos revitalizar a Atari”, afirmou o executivo. Segundo ele, o plano não é reconstruir a empresa para vendê-la futuramente, mas criar uma marca sustentável e relevante para novas gerações de jogadores. Rosen chegou a comparar a importância cultural da Atari com a presença da Nintendo na indústria.
Nos últimos anos, a Atari tem investido fortemente nessa direção. A companhia adquiriu estúdios especializados em preservação e remasterizações, como a Digital Eclipse e a Nightdive Studios, além de recuperar propriedades intelectuais clássicas e expandir sua linha de consoles retrô.
Outro exemplo da nova filosofia é o retorno de Bubsy. Rosen afirmou que quer finalmente entregar “um bom jogo do personagem”, algo que virou piada recorrente na indústria por causa da recepção negativa dos títulos antigos da franquia. O novo Bubsy 4D está sendo desenvolvido pelo estúdio Fabraz, responsável por Demon Turf.
A Atari também ampliou sua coleção de propriedades nos últimos anos. A empresa readquiriu dezenas de jogos clássicos dos anos 1980 e 1990, investiu no mercado de hardware retrô com Atari 2600+ e Atari 7800+ e adquiriu direitos de franquias históricas como Wizardry e Transport Tycoon.
Segundo Rosen, a companhia multiplicou sua receita nos últimos anos e vem registrando crescimento consistente após abandonar projetos considerados dispersos e concentrar esforços em “retro gaming moderno”.
Depois de décadas marcadas por mudanças de direção e tentativas frustradas de modernização, a Atari agora aposta justamente em seu maior patrimônio: a nostalgia.
