Os primeiros jogos da série Persona ainda vão receber seus remakes modernos. Kazuhisa Wada, produtor de Persona 4 Revival e veterano da Atlus, afirmou que Persona 1 e 2 provavelmente também serão refeitos no futuro, citando a necessidade de preservar o legado da franquia para as próximas gerações.
A declaração foi dada durante uma entrevista ao Rock Paper Shotgun. Ao falar sobre a estratégia da empresa para revisitar jogos antigos, Wada explicou que enxerga remakes e remasterizações não apenas como produtos comerciais, mas também como uma forma de preservação cultural.
Segundo o produtor, existe uma responsabilidade por parte dos criadores em garantir que trabalhos antigos continuem acessíveis mesmo décadas depois de seu lançamento. Wada explicou que, para ele, refazer ou remasterizar um jogo significa impedir que uma obra desapareça com o passar do tempo.
Na sequência, Wada reforçou que cabe aos criadores garantir que aquilo que produziram não seja perdido e continue disponível no mundo moderno. Foi justamente nesse contexto que ele citou os dois primeiros jogos de Persona como títulos que a Atlus provavelmente revisitará.
A Atlus vem demonstrando uma disposição cada vez maior para revisitar capítulos antigos da franquia. Persona 3 Reload, lançado em 2024, modernizou completamente o terceiro jogo principal, enquanto Persona 4 Revival segue uma proposta semelhante para Persona 4 Golden.
Os dois primeiros jogos são consideravelmente mais antigos e apresentam diferenças importantes em relação à estrutura dos títulos mais recentes. Revelations: Persona chegou originalmente ao PlayStation em 1996, enquanto Persona 2 foi dividido em Innocent Sin, de 1999, e Eternal Punishment, de 2000.
Ambos já receberam remakes para o PSP, mas ainda dentro dos moldes antigos da franquia. A nova onda de remakes tem adaptado os clássicos da série ao mesmo formato visto em Persona 5, que popularizou a franquia em uma escala sem precedentes.
Apesar do entusiasmo, Wada não confirmou que os remakes de Persona 1 e 2 já estejam em desenvolvimento. A declaração indica que a Atlus considera a possibilidade e que o produtor vê valor em preservar essas obras, mas não representa um anúncio oficial de projetos.
