A Capcom pretende transformar Resident Evil em uma franquia anual, alternando novos jogos e remakes para manter lançamentos frequentes. A estratégia foi revelada pelo produtor Masachika Kawata ao GameInformer, que explicou que refazer clássicos da série foi a forma que encontraram para sustentar esse calendário sem comprometer o desenvolvimento de títulos inéditos.
Segundo Kawata, desenvolver um Resident Evil totalmente novo todos os anos seria uma tarefa extremamente difícil. Por isso, os remakes desempenham um papel fundamental dentro da estratégia da empresa.
De acordo com o produtor, a Capcom não enxerga os remakes como projetos secundários. Pelo contrário: eles são considerados tão importantes quanto os capítulos inéditos da franquia.
Além de permitir que a série mantenha um ritmo constante de lançamentos, revisitar jogos clássicos também ajuda as equipes a aperfeiçoarem suas técnicas de desenvolvimento e experimentarem novas ideias, que depois podem ser aplicadas aos próximos títulos originais.
Kawata também afirmou que o excelente desempenho comercial dos jogos da franquia tem um papel estratégico para a empresa. Segundo ele, o dinheiro arrecadado com Resident Evil ajuda a financiar não apenas novos capítulos da série, mas também propriedades intelectuais inéditas, como Pragmata.
Essa relação entre franquias consolidadas e projetos inéditos permite que a Capcom continue investindo em jogos mais arriscados sem depender exclusivamente de novas marcas para gerar receita.
Apesar da estratégia funcionar atualmente, a própria Capcom reconhece que existe um limite natural para essa abordagem. Em algum momento, a empresa ficará sem grandes clássicos para revisitar.
O próximo remake confirmado é Resident Evil: Veronica (originalmente Code Veronica), previsto para 2027. Depois disso, a tendência é que a Capcom precise aumentar a produção de jogos inéditos para manter o objetivo de lançar um Resident Evil todos os anos.
