A Capcom acredita que a transição do mercado de games para um cenário cada vez mais digital não deverá causar impactos negativos em seus negócios. Em seu último relatório fiscal, a redução da presença de mídias físicas, impulsionada por consoles sem leitor de disco, acompanha uma tendência que já vem sendo observada há anos nas vendas de jogos.
Durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, a publisher afirmou que aproximadamente 90% de suas vendas já acontecem em formato digital, o que reduz significativamente sua dependência das cópias físicas.
De acordo com a companhia, essa mudança faz com que decisões como a adoção de consoles focados em distribuição digital, incluindo futuros modelos do PlayStation, não representem um risco relevante para sua estratégia comercial.
A empresa explicou que acompanha atentamente as transformações do mercado, mas entende que a preferência do público pelo formato digital já está consolidada. Com isso, a expectativa é de que a evolução da indústria ocorra de forma natural, sem comprometer o desempenho financeiro da Capcom.
Nos últimos anos, a Capcom intensificou sua estratégia de distribuição digital, disponibilizando seus principais lançamentos simultaneamente nas lojas online das diferentes plataformas. Segundo a empresa, esse modelo permite alcançar um público maior, facilita promoções recorrentes e amplia o ciclo de vendas dos jogos, já que títulos antigos continuam disponíveis sem depender da reposição de estoque físico.
Além disso, a companhia destacou que a digitalização reduz custos relacionados à produção, transporte e armazenamento de discos, tornando a operação mais eficiente.
A declaração da Capcom acontece em meio à polêmica causada pela Sony após decretar o fim da mídia física no PlayStation a partir de 2028. Paralelamente a isso, a Nintendo também registrou um aumento nas vendas de jogos digitais (apesar de não ter nenhuma mudança em vista em relação à mídia física).
A Capcom afirma que seu modelo de negócios já está preparado para esse cenário e que não espera prejuízos caso o mercado continue migrando para a distribuição exclusivamente digital. Mesmo reconhecendo que ainda existe demanda por cópias físicas em alguns mercados, a empresa considera que o formato digital continuará sendo o principal canal de vendas nos próximos anos.
