A Editora Comix Zone lançou no Brasil “Baby“, o impactante mangá taiwanês de Chang Sheng, reunido em três volumes completos que prometem cativar fãs de ficção científica e horror. Após o sucesso estrondoso de “Yan“, best-seller da casa em 2024, essa nova obra reforça a aposta da editora em talentos asiáticos inovadores e que estará no topo de melhores leitura de 2026.

A história de “Baby” se passa em 1º de dezembro de 2043, o “Dia da Extinção”, quando um parasita misterioso invade as ruas devastadas de Taiwan, transformando humanos em monstros mecânicos híbridos em um massacre que leva a humanidade ao colapso.
A protagonista Elisa é atacada por um desses mutantes, mas sobrevive de forma inexplicável: um Baby se aloja em sua mão esquerda sem convertê-la em um híbrido, impulsionando-a a uma jornada solitária em busca de respostas um ano depois. Ferida, ela se une a um esquadrão de resgate em missão secreta para escoltar a enigmática Alice até o último refúgio humano; encurralados pelos monstros, descobrem que a jovem pode ser a chave para a origem do caos parasitário.

Chang Sheng, nascido em Taiwan em 1968, trocou uma carreira de 15 anos na publicidade pela criação de mangás aos 35 anos, formando-se em Pintura Ocidental. Seu estilo único reinterpretar temas de fantasia e ficção científica com realismo cru, destacando protagonistas femininas fortes em narrativas de ação frenética e horror corporal, como visto em obras anteriores que misturam violência visceral a reflexões profundas sobre sobrevivência e identidade.
Popular em Taiwan e Japão, ele acumulou prêmios como o Golden Comic Awards em 2011 por “Baby”, o Bronze no Japan International Manga Award em 2013 com “Oldman” e o Grand Prize no Kyoto International Creators Award em 2017 por “The Hidden Level”; recentemente, participou do Louvre Comics Project com “Seven Dreams of the Louvre”.

“Baby”, originalmente publicada entre 2008 e 2012 pela Tong Li Publishing em Taiwan, conecta-se diretamente ao sucesso de “Yan” no Brasil, que já foi traduzida para inglês, italiano, russo, francês e português, unindo ação de tirar o fôlego a ficção científica com pitadas de sensualidade e coreografias de luta impecáveis.
Outras obras como “Dream Hotel”, “Nine Lives Man: Time’s Wheel” e “OLDMAN” revelam um legado de inovação, com licenças em japonês, francês, coreano, inglês e turco, expandindo o manhua taiwanês globalmente. A arte impactante de Chang Sheng, limpa e sequencial, eleva o horror parasitário a níveis comparáveis a “Parasite” ou “The Walking Dead”, com monstros mecânicos e transformações que exploram o body horror de forma visceral.

Essa publicação marca um momento chave para a Comix Zone, fundada em 2019, ao consolidar Chang Sheng como um dos principais nomes da nova onda de quadrinhos taiwaneses no mercado brasileiro, promovendo diversidade cultural além do mangá japonês tradicional. Com volumes que prometem lutas intensas, mistérios enigmáticos e personagens cativantes, “Baby” não só homenageia clássicos da sci-fi apocalíptica, mas deixa um legado artístico ao provar como o talento de Taiwan pode rivalizar com gigantes internacionais, convidando leitores a mergulharem em um futuro distópico repleto de tensão e revelações.