Durante a Brasil Game Show, realizada na semana passada, tive a oportunidade de experimentar antecipadamente Crazy Taxi: World Tour no estande da SEGA. Foram cerca de 25 minutos ao volante do novo título, tempo suficiente para conhecer um pouco de sua jogabilidade e perceber que a franquia pretende preservar aquilo que a tornou tão querida pelos fãs: velocidade, manobras absurdas e muita diversão.
Apesar de ainda estar em desenvolvimento, o novo Crazy Taxi já demonstra potencial para resgatar a identidade arcade da série. A experiência, no entanto, também deixou claro que ainda há trabalho pela frente, especialmente nos aspectos técnicos.

A diversão continua sendo a prioridade
Quem conhece a franquia sabe que Crazy Taxi nunca foi sobre dirigir de maneira convencional. Aqui, o objetivo é pegar passageiros, levá-los até seus destinos e fazer isso da maneira mais rápida e espetacular possível. E essa proposta continua sendo o coração da experiência.
Durante a demonstração, pude experimentar uma jogabilidade que incentiva o jogador a assumir riscos e aproveitar cada oportunidade para ganhar velocidade e realizar manobras. Não basta simplesmente chegar ao destino: quanto mais ousada for a condução, maiores serão as possibilidades de conseguir uma pontuação melhor. Drifts, manobras e movimentos arriscados fazem parte dessa dinâmica, tornando cada trajeto uma pequena corrida contra o relógio. Ao concluir as viagens, o desempenho influencia as recompensas recebidas, criando um incentivo constante para melhorar a maneira como dirigimos.
Essa estrutura ajuda a manter o ritmo acelerado e reforça a proposta descompromissada do jogo. Em vez de tentar reproduzir a experiência de um simulador de direção, Crazy Taxi: World Tour aposta no exagero, no caos e na liberdade de atravessar a cidade sem se preocupar tanto com as regras do trânsito.
É justamente essa simplicidade que torna a fórmula tão interessante. Mesmo com pouco tempo de demonstração, foi possível entender rapidamente o que o jogo espera do jogador e como pequenas melhorias na condução podem fazer diferença no resultado final.

Trilha sonora continua sendo um dos grandes destaques
Outro aspecto que chamou bastante a minha atenção foi a trilha sonora. As músicas presentes na demonstração combinaram perfeitamente com a velocidade e a personalidade irreverente do jogo, ajudando a criar aquela sensação de estar em um verdadeiro arcade sobre rodas.
A franquia sempre teve uma relação muito forte com o rock. Desde o lançamento original, em 1999, músicas marcantes ajudaram a construir a identidade de Crazy Taxi, acompanhando as corridas caóticas e reforçando a atmosfera descontraída da série. Em World Tour, essa característica continua sendo uma parte importante da experiência. Durante os minutos que passei jogando, a trilha sonora foi um dos elementos que mais contribuíram para a diversão, dando ainda mais energia às viagens pela cidade.
A SEGA já apresentou músicas de bandas conhecidas nos materiais de divulgação do jogo, incluindo faixas de The Offspring e Bad Religion. Isso reforça a intenção de preservar a personalidade musical que se tornou uma das marcas registradas da franquia.

Uma versão inicial que ainda precisa evoluir
Naturalmente, nem tudo estava perfeito durante a demonstração na BGS. A versão disponibilizada para o público apresentava algumas limitações técnicas, principalmente em relação à estabilidade da taxa de quadros por segundo, com quedas de FPS que prejudicavam a fluidez em determinados momentos.
Visualmente, também ficou a impressão de que ainda estamos diante de uma versão distante do resultado final. Os gráficos não demonstravam todo o potencial que o jogo poderá alcançar, algo compreensível considerando o estágio de desenvolvimento que a build parecia apresentar.
É importante, porém, contextualizar esses problemas. Crazy Taxi: World Tour tem lançamento previsto apenas para 2027, portanto ainda existe tempo para que a equipe trabalhe na otimização, no desempenho e no acabamento visual.
Por isso, não considero justo transformar essas limitações em uma crítica definitiva ao jogo neste momento. A demonstração serviu principalmente para apresentar a proposta de jogabilidade e permitir um primeiro contato com a experiência que a SEGA está construindo. O desempenho técnico será um dos aspectos que merecerão atenção nas próximas apresentações, mas ainda é cedo para saber como estará a versão final.

Um novo começo para a franquia
Além da experiência que pude testar, Crazy Taxi: World Tour também promete expandir a fórmula clássica da série. De acordo com as informações divulgadas oficialmente pela SEGA, o jogo contará com uma campanha protagonizada por Axel, que parte em uma aventura pelo mundo após ter seu táxi roubado por uma misteriosa organização. A jornada incluirá missões especiais e desafios distribuídos por cinco cidades diferentes.
Outra novidade importante será a chegada do multiplayer online, algo inédito na franquia. A proposta é permitir que os jogadores disputem desafios e demonstrem suas habilidades ao volante contra outras pessoas, ampliando as possibilidades além das tradicionais corridas contra o relógio. O jogo também contará com um modo Arcade, voltado aos fãs que desejam revisitar a experiência clássica de transportar passageiros e ganhar dinheiro dentro de um limite de tempo.
Essas novidades indicam que a SEGA não pretende apenas reproduzir o passado, mas modernizar a fórmula sem abandonar seus principais elementos. Resta descobrir como todas essas ideias funcionarão em conjunto quando tivermos acesso a uma versão mais completa.
Vale a pena ficar de olho em Crazy Taxi: World Tour?
Minha experiência na Brasil Game Show foi positiva. Mesmo com uma demonstração relativamente curta e uma build que ainda apresentava problemas técnicos, consegui perceber que Crazy Taxi: World Tour mantém a essência divertida e exagerada que fez a série conquistar tantos fãs.
E uma novidade que foi revelada na BGS, é que teremos um mapa do jogo (uma fase) inteira no Brasil, misturando paisagens e pontos turísticos de diversos lugares do nosso país, como o Cristo Redentor, as Cataratas do Iguaçu, o centro de Curitiba, entre outros.
A combinação de corridas contra o tempo, manobras arriscadas, recompensas por desempenho e uma trilha sonora energética funciona bem para a proposta arcade. É aquele tipo de jogo que não exige horas de aprendizado para começar a se divertir, mas que recompensa quem procura dominar melhor suas mecânicas.
Ainda há questões importantes a serem resolvidas, principalmente no desempenho e no acabamento visual. Entretanto, considerando que o lançamento está previsto para 2027, prefiro encarar essas observações como pontos a serem acompanhados nas próximas demonstrações, e não como problemas definitivos. Por enquanto, Crazy Taxi: World Tour deixa uma boa primeira impressão e mostra que a SEGA parece compreender o que tornou a franquia especial.
Crazy Taxi: World Tour será lançado em 2027 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2.
Este preview foi produzido com base em aproximadamente 25 minutos de gameplay de uma versão antecipada disponibilizada durante a Brasil Game Show. A experiência não representa a qualidade final do jogo.
