Após incontáveis pedidos e muitos rumores, Pokémon FireRed e LeafGreen chegaram ao Nintendo Switch como relançamentos digitais, comemorando os 30 anos da franquia Pokémon. Essas versões mantêm a essência original das aventuras em Kanto com poucas mudanças significativas, oferecendo tanto nostalgia quanto uma forma conveniente de revisitar uma das jornadas mais marcantes da série.
O núcleo da experiência segue o que fãs de longa data conhecem: você escolhe um inicial e parte pela região de Kanto para derrotar líderes de ginásio, completar sua Pokédex e enfrentar a infame Equipe Rocket em um RPG por turnos que definiu a fórmula da série por gerações.
20 anos no passado
Esses jogos nasceram como remakes de Red e Green (primeiros jogos da franquia, originalmente lançados para Game Boy clássico) para o GBA em 2004, trazendo melhorias em relação aos originais e um mundo mais expansivo, como as Sevii Islands e conteúdos extras como a Trainer Tower.

Na sua transposição para o Switch, FireRed e LeafGreen permanecem idênticos ao GBA, com sprites e arte simples e charmosos, mas que não receberam um upgrade visual substancial – o que pode decepcionar jogadores acostumados com remakes mais polidos ou que esperavam um tratamento com mais “luxo”.
A resolução maior da tela do Switch faz com que os gráficos antigos pareçam cristalinos em comparação aos da época do portátil, embora muitos ainda lamentem a presença de barras pretas que enquadram o estilo original sem aproveitar melhor a tela moderna. Ou você ama ou odeia jogá-lo em uma tela maior, pois no fim, os pixels acabam ficando “distorcidos” fora das 2 polegadas do GBA.
Nostálgico, mas caro
Uma das maiores questões em torno desses ports é o preço e a falta de recursos modernos. Cada versão é vendida separadamente na eShop por R$ 120, sem redesenhá-las com funções extras. É basicamente a mesma ROM do GBA sendo vendida por um preço mais alto do que deveria – afinal, no falecido Virtual Console do 3DS, esses mesmos jogos eram vendidos a R$ 17 na época.

O uso de troca e batalha é limitado à conexão local via wireless (fiel à experiência original), o que pode ser frustrante hoje em dia para quem não tem amigos por perto ou procura facilidades modernas para completar o Pokédex. Também foi confirmado que os títulos serão compatíveis com o serviço Pokémon Home, mas sem previsão de lançamento para a função.
Entre as melhorias discretas, estão correções de bugs que afetavam a versão original e a inclusão de tickets de evento como Mystic e Aurora Ticket, que permitem acessar áreas como Navel Rock e Birth Island para capturar lendários como Lugia, Ho-Oh e Deoxys sem depender de eventos físicos do passado.
Legado intacto
O legado desses jogos é inegável: quando lançados originalmente, ambos receberam aclamação crítica por expandirem os títulos clássicos com mais conteúdo e mecânicas refinadas, ainda que gráficos e som permanecessem simples.

A versão do Switch serve tanto aos fãs que querem reviver a jornada em uma plataforma moderna quanto àqueles que nunca tiveram a chance de explorar Kanto na geração GBA – mas a experiência pode parecer um pouco “crua” para jogadores acostumados com upgrades constantes nas remasterizações atuais.
Pokémon FireRed & LeafGreen no Switch é uma boa conveniência nostálgica: tão bom quanto no portátil original, mas sem os adornos esperados em relançamentos modernos. Para quem quer reviver cenários clássicos, capturar Pokémon originais e percorrer Kanto novamente, é uma chance imperdível — mas cara, bem cara.