Com mais dois episódios na conta, O Cavaleiro dos Sete Reinos continua sendo uma grande surpresa e um presente da HBO para os apaixonados por Westeros. A série mantém um excelente ritmo, se utilizando de uma proporção mais reta e concisa de sua história e de seus personagens.
Essa lente mais “teleobjetiva” da série faz com que os telespectadores se aproximem mais de Duncan e Egg e de seu enredo que funciona de forma muito satisfatória. Além disso, os personagens centrais possuem uma harmonia primorosa que se mantém firme pelos episódios. Dá gosto de ver uma parceria que funciona naturalmente, e Peter Claffey e Dexter Sol Ansell continuam expressando uma sintonia realmente prazerosa de assistir.

Os atores parecem se mostrar cada vez mais a vontade em tela, resultando em atuações polidas e honestas. Reviravoltas também tomam de conta de Duncan e Egg, segredos são revelados e mais mistérios ainda estão por vir nas aventuras desses amigos improváveis.
É inegável que O Cavaleiro dos Sete Reinos destoa por completo de outras obras das Crônicas de Gelo e Fogo (Game of Thrones e A Casa do Dragão). Os produtores executivos da série finalmente parecem ter tido todos as ótimas ideias a respeito desse escopo, e apesar das diferenças, ainda sim é uma história sobre os Targaryens.
Falando na Casa mais perigosa e poderosa de Westeros, os Targaryens apareceram em peso nesses episódios, e somos apresentados a personagens que antes só haviam tido um rápido vislumbre, mas o resultado é impressionante. Finn Bennet (Aerion Targaryen) parece ser a encarnação perfeita do gênio do mal com requintes de Joffrey Baratheon e Ramsey Bolton, ele é odioso, petulante e grosseiro, elementos essenciais para a concepção de um jovem Targaryen. Sam Spruell (Maeker Targaryen) e Bertie Carvell (Baelor Targaryen) são o completo oposto de irmãos e possuem características marcantes que refletem exatamente suas personalidades, um é bondoso e justo e o outro está aborrecido demais.

Valarr (Oscar Morgan) e Daeron Targaryen (Henry Ashton) tiveram participações meramente ilustrativas, mas parecem ser promissores.
Uma característica muito singular desse universo de O Cavaleiro dos Sete Reinos tem sido a implementação dos contrapontos que continuam a permear pela história de Duncan, o Alto. Essa alegoria é uma tomada de decisão importante pois complementa os acontecimentos entre passado e o presente de forma leve inteligente, além de carregar humor nas entrelinhas.
A customização e a roupagem da série também estão de primeira qualidade. Tudo parece novinho e brilhante e o investimento parece ter sido pesado nesses elementos.

Apesar de possuir um ritmo agradável, O Cavaleiro dos sete Reinos tem sido duramente criticado por seu tempo em tela. Cada episódio tem cerca de 30 minutos de duração, bastante diferente de outras séries do mesmo porte que possuem cerca de 20 minutos a mais por episódio. Mesmo assim, o corte de tempo não afeta em absolutamente em nada na qualidade da série que ganha mais admiração a cada episódio apresentado.
Refrescante, divertida e empolgante, O Cavaleiro dos Sete Reinos caminha para se tornar um grande fenômeno. Acompanhe conosco a cobertura completa de todos os episódios em nosso site e fique por dentro de tudo que acontece com Duncan e Egg e suas aventuras por Westeros.
Lembrando que faremos a análise completa a cada dois episódios.
Confira agora a prévia do quarto episódio que será exibido antecipadamente nesta sexta-feira (06).