Segundo o desenvolvedor Ryoichi Hasegawa da Sega, a Nintendo teria imposto uma exigência durante o desenvolvimento da série Mario & Sonic at the Olympic Games: o Mario deveria sempre aparecer à frente de Sonic em toda a arte promocional e nos materiais visuais associados ao jogo.
A ordem teria sido parte das negociações entre as empresas quando a parceria foi estabelecida, refletindo o cuidado de Nintendo em proteger a presença e o protagonismo de seu mascote em um título que traz personagens emblemáticos de duas grandes franquias em conjunto.
Esse tipo de exigência, embora possa parecer trivial para o público casual, reflete um aspecto estratégico nas parcerias entre grandes franquias: controle de marca. Para a Nintendo, Mario é mais do que um personagem de videogame — ele é um ícone cujo posicionamento visual e simbólico tem impacto direto na percepção dos consumidores.
Garantir que o encanador italiano esteja sempre “um passo à frente” de seu rival histórico pode ter sido visto como uma forma de manter a imagem de liderança do personagem — especialmente em um título que, por natureza, celebra a competição entre universos distintos.
A série Mario & Sonic at the Olympic Games, lançada pela primeira vez em 2007 para o Wii, une os universos de Super Mario e Sonic the Hedgehog em uma competição esportiva inspirada nos Jogos Olímpicos. Sua última entrada foi na edição Tóquio 2020, que marcou o fim da parceria do Comitê Olímpico Internacional com a Nintendo/Sega.
Até hoje, a série Mario & Sonic at the Olympic Games continua sendo um crossover inusitado que demonstra a capacidade dos videogames de unir personagens clássicos em experiências cooperativas e competitivas. A exigência da Nintendo sobre o posicionamento de Mario nos materiais visuais adiciona uma camada extra de história nos bastidores dessa colaboração entre duas gigantes dessa indústria.