Em meio à discussão sobre o possível fim das mídias físicas nos videogames, a GOG resolveu entrar no debate com uma ideia curiosa. A plataforma sugeriu que os próprios jogadores de PC podem criar suas versões físicas dos jogos digitais que compram.
A proposta surgiu após a repercussão de que a Sony deve encerrar a produção de discos de jogos nos próximos anos. Aproveitando o momento, a GOG reforçou um dos seus principais diferenciais: os títulos vendidos na loja não possuem DRM, permitindo que o usuário tenha controle total sobre os arquivos.
Na prática, a empresa recomenda que os jogadores baixem os instaladores offline dos seus jogos e salvem em um disco ou outro tipo de mídia física. Segundo a própria GOG, isso garante que o jogo continue acessível para sempre, sem depender de lojas ou conexões online.
A iniciativa também funciona como uma crítica indireta ao modelo atual da indústria, cada vez mais focado no digital. Ao destacar que os jogadores não precisam da “permissão de uma loja” para acessar o que compraram, a plataforma reforça sua posição em defesa da preservação e da posse real dos jogos.
Mesmo assim, a ideia não resolve todos os problemas. Nem todos os jogos estão disponíveis na GOG, e nem sempre salvar os arquivos garante compatibilidade no futuro. Ainda assim, a sugestão reacende o debate sobre propriedade digital e o futuro da mídia física nos games.
