Final Fantasy VII Remake Intergrade chega ao Nintendo Switch 2 como uma das estreias mais fortes do console em seu primeiro ano, trazendo a aclamada releitura do clássico de 1997 para um formato portátil e moderno. Esta versão reúne o conteúdo principal do remake, a expansão Episode INTERmission com Yuffie e todos os aprimoramentos já vistos nas versões de PS5 e outras plataformas, agora adaptados ao hardware híbrido da Nintendo.
O desafio por trás dessa versão era grande: levar um jogo visualmente ambicioso e potencialmente pesado a um console portátil sem sacrificar demais a experiência. Em grande parte, o resultado impressiona, mesmo que com algumas concessões técnicas próprias de um port desse nível.
Visual e desempenho técnico
Tecnicamente, a edição para Switch 2 é um dos ports mais robustos disponíveis no console até agora. A Square Enix conseguiu manter uma apresentação visual sólida, com cenários ricos e iluminação refinada, especialmente no modo TV em dock. A resolução chega próxima de 2K quando acoplado e, mesmo no modo portátil, o jogo se destaca comparado a outros títulos AAA disponíveis na plataforma.

O jogo foi desenvolvido para rodar a 30 fps estáveis, tanto no modo portátil quanto no dock, o que mantém a experiência fluida durante combates intensos e sequências cinematográficas. Embora não alcance os 60 fps dos outros consoles, essa taxa não compromete substancialmente a jogabilidade nem o impacto das batalhas.
Ainda assim, há algumas limitações visuais em comparação com as versões de PS5 e PC. As texturas não são tão detalhadas, especialmente em modelos de personagens ou superfícies complexas; esse suavizado fica mais evidente em passeios rápidos ou em ambientes abertos.
Aspectos gerais
O sistema de combate híbrido de Final Fantasy VII Remake mescla ação em tempo real com elementos estratégicos provenientes do sistema ATB. Atacar, usar habilidades, magias e comandos especiais mantém a mesma sensação dinâmica que fez sucesso em versões anteriores, mesmo com os ajustes necessários para o novo hardware.

A inclusão do Episode INTERmission, focado em Yuffie, amplia a experiência com uma história paralela que adiciona variedade narrativa e gameplay. Essa expansão integrada ao port torna a versão Switch 2 ainda mais completa, proporcionando muitas horas adicionais de conteúdo além da campanha principal.
A versão também inclui opções de acessibilidade e conveniências, como a possibilidade de acelerar textos ou ajustar a dificuldade, ajudando tanto jogadores veteranos quanto novatos a acompanhar essa longa aventura sem barreiras excessivas.
Narrativamente, Final Fantasy VII Remake continua sendo uma obra excelente, aprofundando personagens e expandindo a história clássica de Midgar com mais contexto, emoção e reviravoltas. Mesmo para quem já conhece a narrativa original, as cenas expandidas, desenvolvimento de personagens e novos trechos tornam a jornada interessante, o que se mantém forte na versão Switch 2.

A icônica trilha sonora, reorquestrada e adaptada às capacidades da engine, permanece como um dos grandes pilares emocionais do jogo, elevando tanto momentos de combate quanto sequências mais introspectivas — algo que se destaca independentemente da plataforma em que você estiver jogando.
Pontos fortes e limitações
Um dos maiores trunfos desta versão é, sem dúvida, a portabilidade. Jogar um RPG de 40horas (para mais) com toda a intensidade narrativa e interação em um aparelho portátil é uma conquista que poucos consoles recentes alcançaram, e faz com que a experiência se destaque especialmente para quem valoriza gameplay em movimento.
A transição entre cenas e jogabilidade é suave, os controles se adaptam bem ao layout do Switch 2 e pequenas melhorias, como carregamentos reduzidos, ajudam a manter um ritmo mais confortável para sessões longas.
O que realmente impressiona aqui é o compromisso técnico da Square Enix: levar um título ambicioso a um console híbrido sem comprometer a essência da obra. Midgar, os personagens e as batalhas parecem, em muitos aspectos, tão envolventes quanto nas demais versões, com performance estável e estética consistente.

Ainda assim, as limitações que acompanham esse processo são claras. A taxa de 30 fps, a qualidade de textura um pouco inferior em comparação com outras plataformas e um grande tamanho de instalação (que chega nos 90 GB) são fatores que lembram que esta é uma adaptação e não uma versão “definitiva”, do ponto de vista técnico.
Apesar das limitações, a experiência geral é altamente satisfatória, especialmente para jogadores que sempre desejaram levar essa aventura lendária consigo. Seja para veteranos revisitando Midgar ou para novatos descobrindo a história pela primeira vez, o Switch 2 oferece uma forma convincente e robusta de experimentar essa nova era de Final Fantasy.