O ex-diretor da franquia Assassin’s Creed, Marc-Alexis Côté, entrou com uma ação judicial contra a Ubisoft alegando demissão indireta — um termo usado quando um funcionário se vê forçado a deixar o emprego devido às ações ou condutas do empregador. No processo, Côté, que liderou equipes em vários títulos da série, pede mais de 1,3 milhão de dólares em compensação por salários, bônus e outros benefícios que afirma ter perdido com sua saída da empresa.
De acordo com a CBC Radio Canada, Côté alega que uma série de mudanças na estrutura de gestão, reatribuição de funções e decisões internas da Ubisoft teriam criado um ambiente no qual ele não teve escolha a não ser “deixar efetivamente” sua posição, caracterizando o que a lei classifica como demissão construtiva. Ele afirma que essas ações violaram contratos e práticas trabalhistas, resultando em prejuízos financeiros e profissionais significativos.
Côté foi uma figura importante na franquia Assassin’s Creed, tendo ocupado funções de alta liderança em projetos que ajudaram a moldar a série ao longo dos anos. Sua saída da Ubisoft ocorreu em meio a uma série de reestruturações internas na empresa, à medida que a publisher tentava otimizar operações e realinhar equipes para futuros títulos.
No processo, o ex-executivo alega que tais mudanças foram implementadas de maneira a “reduzir sua autoridade e papel”, forçando-o a sair em vez de continuar em uma posição enfraquecida.
A Ubisoft ainda não se pronunciou publicamente sobre o processo, mas ações dessa natureza podem envolver longos períodos de disputas legais e negociações fora dos tribunais. Casos de demissão indireta são raros na indústria de games e, se avançarem, muitas vezes trazem à tona detalhes sensíveis sobre cultura corporativa e práticas de gestão interna.
O caso segue em tramitação judicial e aguarda desdobramentos que podem abrir precedentes para outros profissionais da indústria enfrentando conflitos semelhantes.