Se você curte dungeon crawler cooperativo com profundidade narrativa de RPG eletrônico, mas quer a experiência tátil de um board game de verdade, Chronicles of Drunagor: Aftermath é o título que vai dominar suas noites de jogo nos próximos meses.
Desenvolvido pela Creative Games Studio e trazido ao Brasil pela Calamity Games, o jogo independente chega via financiamento coletivo com uma proposta ambiciosa: 16 desfechos de campanha diferentes, sistema de escolhas que impactam o mundo e uma produção 100% em português desde o desenvolvimento.
O que é Aftermath?
Aftermath é um jogo de exploração de masmorras cooperativo para 1 a 5 jogadores, independente da série principal de Chronicles of Drunagor, mas herdando e refinando o sistema de cubos de ação que foi desenvolvido ao longo de mais de uma década pela Creative Games Studio.

O jogo se passa na cidade de Nera, devastada pelos eventos do Apocalypse (expansão de Age of Darkness), e coloca os jogadores no papel de heróis — ou vilões — que precisam lidar com as consequências do caos enquanto exploram ruínas, enfrentam monstros com comportamentos dinâmicos e tomam decisões narrativas que alteram o rumo da campanha.
Principais características:
- Campanha com 16 finais diferentes, dependendo das escolhas dos jogadores
- Sistema de interlúdios que funcionam como choose your own adventure entre os atos
- Monstros com comportamento dinâmico através de Monster Behavior Cards
- Combate em 3D com altura, movimento tático e interação com o ambiente
- Suporte solo completo (1 jogador) até grupos de 5
- 12+ cenários com caminhos ramificados e aventuras secretas
- App complementar para coletar dados de conclusão de campanha e definir o “estado de mundo” para futuros títulos
Sobre o lançamento via financiamento coletivo no Brasil
Chronicles of Drunagor: Aftermath chega ao Brasil através de um financiamento coletivo pela Calamity Games, com previsão de entrega para 2027. O projeto já havia sido lançado internacionalmente via Gamefound, mas a edição brasileira traz vantagens exclusivas para o público nacional.

O financiamento coletivo funciona no modelo tradicional de crowdfunding: os interessados reservam suas cópias durante o período da campanha, com preços promocionais em relação ao varejo futuro. Após o fechamento da campanha, a produção é iniciada e as unidades são entregues aos apoiadores antes de chegarem às lojas.
Opções de financiamento:
- Cópia básica do jogo: Inclui o core box de Aftermath com todos os componentes essenciais para jogar a campanha completa
- Edição com miniaturas pintadas: Versão premium com miniaturas dos heróis e monstros já pintadas à mão
- Pacote com expansões: Bundle que inclui Aftermath + expansões futuras ou acessórios exclusivos
- Recompensas de early bird: Descontos para os primeiros apoiadores da campanha
- Frete nacional: Vantagem de não precisar importar o jogo, com entrega direta no Brasil
Retorno das edições anteriores
Quem acompanha a série Chronicles of Drunagor sabe que os títulos anteriores tiveram recepção sólida no mercado internacional. Age of Darkness estabeleceu a base do sistema de cubos de ação, enquanto a expansão Apocalypse introduziu uma arquitetura narrativa com múltiplos finais (três, para ser exato) e entroncamentos que levavam a recompensas e cenas narrativas exclusivas.

Aftermath, porém, eleva a barra: segundo Mauro Luís Carvalho da Cruz, um dos criadores, o novo título vai “muito além” do que foi visto no Apocalypse, com um sistema de escolhas que converge em 16 desfechos possíveis — uma complexidade narrativa que rivaliza com RPGs eletrônicos de estúdios como a Bioware.
Entrevista exclusiva com Mauro Luís Carvalho da Cruz
Conversamos com Mauro Luís Carvalho da Cruz, um dos criadores de Chronicles of Drunagor: Aftermath, para entender melhor a profundidade narrativa do jogo, os desafios de trazer uma produção tão complexa para o Brasil e o que os jogadores podem esperar da experiência.

Mauro é parte da equipe criativa por trás da série e tem centenas de horas jogadas nos títulos anteriores, algo que fica claro quando ele fala sobre a arquitetura narrativa do jogo com a paixão de quem realmente joga o que cria.
O que os jogadores podem esperar em termos de profundidade narrativa? Vai ter aquele sentimento de “minhas escolhas importam” igual vemos em The Witcher ou Mass Effect?
Mauro Luís: Aqui o jogo brilha. Ao longo da série de CoD, podemos destacar o título do Apocalipse onde a arquitetura narrativa é repleta de entroncamentos que levam a conclusões de capítulos, recompensas e cenas narrativas exclusivas, tendo até três finais, inclusive. Aftermath, porém, vai muito além.
Os atos são separados por interlúdios e a função de cada interlúdio é funcionar como um choose your own adventure que vai definir o estado de jogo da cidade de Nera. Quem você combate, quem você salva, quem você se alia, mexe na história. Há um momento que essas decisões convergem, várias aventuras, inclusive, algumas secretas, desencadeiam a partir das decisões narrativas e em certo ponto, você chega a um desfecho do problema da cidade. Ou melhor, um dos 16 desfechos possíveis.
Desfechos esses que incluem dos Heróis salvando o dia, a se corrompendo e tomando a cidade, ou fugindo exilados. Tudo. Nosso plano, assim como nas séries da Bioware, é coletar dados de conclusão de campanha através do nosso App para definir o estado de mundo do próximo título a partir do mais jogado nesses 16 possíveis.
Acho que também não preciso dizer que tenho centenas de horas em cada um desses títulos também? Hahahah.
Como foi o processo de trazer um jogo tão complexo pro mercado nacional? Teve algum desafio específico de localização ou produção que você acha que o público não imagina?
Mauro Luís: O Eurico saberia dizer melhor sobre a parte comercial envolvida, mas mecanicamente falando, na verdade não é um desafio, é um prazer. Somos brasileiros, fazemos jogos, queremos que nossos jogos sejam jogados pelo nosso povo.
Do último projeto em diante, estamos trabalhando tudo em Português originalmente. Há uma recompensa pessoal que é difícil colocar em palavras quando a gente apresenta em uma feira no Brasil. A gente faz isso muito lá fora, mas aqui é especial e nem é papo. Quem trabalha com público de fora e tem a oportunidade de trabalhar com seu público sabe o que estamos falando. E a sensação de estar em casa, estar entre o seu povo. Quase aquela música do Jason Mraz, não importa onde você vá, você sempre pode voltar pra casa.
E pra quem já é veterano da série, qual é a maior surpresa que o Aftermath reserva? Tem alguma mecânica ou momento na campanha que você sabe que vai deixar o pessoal de queixo caído?
Mauro Luís: Olha, eu não quero dar muito spoiler hahahaha. Mas sim, existe um momento que eu trabalhei muito pra ter a profundidade que teria, mas vamos colocar apenas que — vocês são Heróis, ou vilões, e o mundo já tem os Heróis de Daren, veteranos do Apocalipse e da Era das Trevas. Será que a agenda de vocês será a mesma a Campanha toda?
A provocação sugere que o jogo pode colocar os jogadores em uma posição moralmente ambígua, onde as escolhas não são simplesmente “bem vs. mal”, mas sim consequências complexas que podem transformar heróis em algo muito diferente, ou revelar que os “heróis” do título anterior nem eram tão heroicos assim.
Se você pudesse dar só uma dica pra galera que vai abrir a caixa agora e começar a jogar, qual seria?
Mauro Luís: O jogo é mais simples do que parece. Se tiver dúvida, procure vídeos de gameplay. Jogue os tutoriais. Com duas ou três sessões de jogo, as pessoas já pegam o sistema pra valer. Confia na curva de aprendizagem, confia na gameplay. Isso é xadrez. Vai ser fácil aprender a andar pra frente e matar monstro, mas desbravar todos os combos será quase um jogo à parte.
Aftermath é um jogo de camadas. A superfície é acessível, mas a profundidade estratégica, especialmente quando se trata de combinar cubos de ação, explorar o ambiente e otimizar as ações dos heróis, exigindo dedicação e experimentação.
Por que Aftermath merece atenção?
- Se você é fã de:
- Dungeon crawlers cooperativos tipo Gloomhaven ou Descent: Legends of the Dark
- RPGs eletrônicos com escolhas narrativas tipo Mass Effect, Dragon Age ou The Witcher
- Board games com profundidade estratégica que recompensam múltiplas sessões
- Campanhas com rejogabilidade onde suas decisões realmente importam
Então Chronicles of Drunagor: Aftermath é um título que precisa estar na sua lista de desejos — e o financiamento coletivo é a oportunidade de garantir sua cópia com condições especiais antes do lançamento no varejo.
Como participar do financiamento coletivo?

Os interessados devem acompanhar a página oficial da campanha e escolher o pacote desejado (cópia básica, edição premium, bundle com expansões).
Realize a contribuição dentro do período da campanha para aguardar a produção e entrega (prevista para 2027). Vale lembrar que, no modelo de crowdfunding, os apoiadores recebem o jogo antes dele chegar às lojas, além de ter acesso a recompensas exclusivas que não estarão disponíveis no varejo futuro.
Chronicles of Drunagor: Aftermath se posiciona como um dos dungeon crawlers mais ambiciosos já trazidos ao Brasil. A combinação de um sistema de cubos de ação refinado ao longo de uma década, uma narrativa com 16 finais possíveis e uma produção 100% em português faz do título uma opção atraente tanto para veteranos da série quanto para jogadores que buscam uma experiência cooperativa profunda.
Fique atento, pois o financiamento coletivo tem prazo limitado! Se você quer garantir sua cópia com condições especiais e fazer parte da campanha que vai definir o destino de Nera, e talvez do próximo título da franquia, agora é a hora de acompanhar as atualizações da Calamity Games.
