5.5

5.5

Avaliação Geral

História
3.0
Jogabilidade
7.0
Gráficos
5.0
Trilha Sonora
6.0
O bom
  • Multiplayer online
  • Novos mapas
  • Novos itens
  • Maior customização
  • Maior possibilidades em escapar das prisões
O mau
  • Poucas novidades
  • Gráficos pouco atraentes
  • Trilha sonora maçante

A sequência de The Escapists (2014) chegou aos consoles e PC no final de agosto e trouxe uma nova experiência de fugas de prisões de segurança máxima aos jogadores. Dessa vez, o Team17 tentou incrementar ao máximo o jogo original, de forma que ele não fugisse muito de suas raízes e ainda tivesse conteúdo novo o suficiente para não ser mais do mesmo.

Apesar de todos os esforços para trazer novidades ao game, a sensação de estarmos jogando o primeiro título ainda é muito grande, pois as novidades podem ser resumidas apenas em fases novas e mais possibilidades de se vencer cada uma. O restante, como o visual, as mecânicas e a jogabilidade como um todo, permanecem idênticas. Não podemos considerar isso algo positivo, pois com base nessa informação, quem não gostou do primeiro jogo já sabe que não ficará satisfeito com esse, e isso acaba limitando muito o público atingido.

Tratando-se das novidades, a variedade de prisões do game está maior, mas infelizmente nem todas podem ser jogadas logo de cara porque o jogo nos obriga a jogar os mapas iniciais inúmeras vezes até coletarmos chaves o suficiente para desbloquearmos novos mapas. As fases estão maiores e com maior diversidade de estratégias de fuga do cárcere e, em decorrência disso, há mais itens a serem criados com uma infinidade de tralhas que vamos achando ao longo da jogatina.

As prisões têm inúmeros jeitos de serem burladas e as partidas não são nada objetivas. É necessário estudar cada ala, decorar os padrões dos NPCs e traçar uma estratégia, pois o plano precisa estar de acordo com sua rotina dentro daquela prisão (todo detento tem sua agenda de atividades ao longo do dia). Existem vários NPCs, tanto detentos como funcionários, que podem te auxiliar na sua fuga. Alguns vendem itens que te permitem criar outros que poderão ser úteis e outros te pedem favores que funcionam como sidequests. Esses favores são simples, como buscar um item em específico, mas você nunca sabe onde esse item está e precisará explorar cada canto da prisão, dificultando mais o processo.

Essa infinidade de possibilidades deixa o jogo mais atrativo, mas definitivamente ele não possui partidas rápidas, por isso acaba se tornando enjoativo rapidamente. Sabendo disso, a desenvolvedora adicionou um multiplayer online ao game, onde jogadores podem criar salas e jogar com outras pessoas em modo cooperativo ou versus. O coop realmente consegue estender consideravelmente a vida útil do jogo. Unindo forças com outros jogadores, é possível descobrir os pontos fracos de cada prisão mais rápido, o que tornará o plano de fuga mais fácil e divertido, afinal, duas cabeças pensam melhor do que uma.

Jogar com os amigos deixa tudo mais legal, mas a fórmula de The Escapists é maçante e acaba dispersando o interesse dos jogadores rapidamente, mesmo jogando com outras pessoas. O fato do jogo ser muito parecido com o primeiro é um dos principais fatores que deixam o game enjoativo. Ainda é possível aproveitar mais este título devido aos dez mapas inéditos e suas diferentes possibilidades de serem resolvidos, mas ainda assim não é um jogo que consiga entreter por muito tempo. O game não é só ultrapassado nas mecânicas como também no visual, pois mesmo possuindo gráficos que lhe dão uma identidade, e de certa forma tentam ter o seu charme, não é algo visualmente inédito e nem muito agradável de se olhar. A trilha sonora também não é marcante e muitas vezes não se encaixa bem com o jogo, causando um efeito reverso no jogador, ao invés de emergi-lo no jogo, ela apenas o deixa mais irritado.

The Escapists 2 é um jogo feito para os estrategistas de plantão que jogaram o primeiro e gostaram do que viram. Definitivamente não é um jogo para todos e é altamente recomendável usufruir ao máximo do seu maior diferencial em relação ao primeiro: o modo online. Jogar com outras pessoas com certeza vai te divertir mais, mas caso você não seja um fã do primeiro jogo, o novo título não mudará a sua opinião.

Sobre o autor

Renato Moura Jr.

Aquele típico nerd clichê que todo mundo gosta.